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Valdimiro Seidenfuz, escritor e associado do Círculo dos Escritores de Ijuí – Letra Fora da Gaveta
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Ter, 22 de outubro de 2013
Valdimiro Seidenfuz, escritor e associado do
Círculo dos Escritores de Ijuí – Letra Fora da Gaveta de 1980
Valdimiro Seidenfuz, escritor e associado do Círculo dos Escritores de Ijuí – Letra Fora da Gaveta; deixou a vida para entrar na história da sociedade regional de Ijuí.
Prefácio:
A vida é uma verdade de sonhos que se contempla em lutar e vencer desafios no dia-a-dia, de forma destemida e persistente, seguindo o caminho do bem em busca da realização, numa batalha insistente para vencer uma missão com amor e alegria.
Há momentos em que as pessoas devem fazer balanços sobre a vida diante do tempo, analisar todas as fases do destino para ver o passado, mas poucos pensam em avaliar a própria história percorrida, a maratona da construção de cada espaço durante a existência.
Na morte fica só o exemplo, nada se move, não há julgamentos e nem dor; o futuro apenas pode contar a história da pessoa durante o seu tempo de vida.
A história que sobra é o silêncio, não dá para dizer nada diante da morte.
Finalmente, poucos percebem que o homem nasce dependente e fraco, cresce e conquista o mundo, mas morre pobre, nada leva, este é o enigma predestinado a todos, inevitavelmente.
Na velhice, ao voltar no tempo com reflexões sobre o passado, parece miragem ou ilusão ao olhar os sofrimentos ou os bons frutos que se construiu; o que fica são as ideias e uma história, se for registrada.
A partir deste legado estamos relembrando uma história, a do Valdimiro Seidenfuz.
História
Valdimiro Seidenfuz (16 de julho de 1937 – 17 de outubro de 2013), filho de Theobaldo Seidenfuz e de Maria Emilia Heberle Seidenfuz.
De 1999 representando a cultura do gaúcho
O passado alimenta muitas histórias das aventuras sobre viagens e sofrimentos, ao cruzarem o oceano em busca de prosperidade e nova vida em terras brasileira.
Valdimiro é descendente de imigrantes. Era o filho mais velho de colonizadores, e por esta razão ajudou a mãe criar seus irmãos, pois a doença de seu pai ao tornou-o incapaz. Iniciou trabalhando aos 12 anos de idade no hospital de Augusto Pestana, em serviços gerais, para ajudar a sobrevivência da família.
Como ele mesmo diz em uma metáfora de sua obra: “Quando criança ganhei da madrinha um “caramelo”. Na ânsia de aproveitá-lo ao máximo, a balinha desceu goela abaixo. Fiquei chorando pois, não aproveitei nada do doce”.
No início da juventude, Valdimiro passou trabalhar alguns anos no moinho Terra de Augusto Pestana, até conseguir sua maioridade. Depois se alistou no exército e foi cumprir sua missão militar e ao completar seu tempo no quartel deu baixa, voltando para Augusto Pestana.
Valdimiro, depois do exército, conheceu uma bela moça, a jovem Nelcinda Tabille (03/02/1940), que lhe fez cair de paixão. Ela também lhe entregou seu coração e juntos fizeram juramento de amor eterno, casando em 17 de janeiro de 1959, assim partiram na caminhada pela estrada da vida.
Casamento de 1959
Sem observar muita coisa, eles procuraram preservar com zelo sua sobrevivência. Juntos, na imagem dos seus sonhos, contemplavam as estrelas para admirar e compreender a dimensão infinita do mundo no seu bem viver.
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Ao nascer o dia, eram despertados pelo descanso e fortalecidos de energias, com alegria e resignação de um ideal e de luta diária no trabalho. Todos os dias da vida. A perpetuação do amor se consumou quando os filhos nasceram: uma alegria perene da vida.
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A harmonia da família se configurou com o grande tesouro que são os filhos, de valor imenso e valoroso, sendo o maior patrimônio humano e que imortalizou a sua existência, com a presença de sete filhos; dois homens e cinco mulheres, que resultou no seu legado de nove netos e um bisneto, sendo a senha harmoniosa da segurança, para a felicidade como cidadão e como família.
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A família de 2009
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Valdimiro, no início de seu casamento, permaneceu dois anos em Augusto Pestana, para logo transferir-se para a localidade de Barreiro, onde trabalhou na agricultura na terra de sua sogra, durante dois anos.
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Retornou a Augusto Pestana para trabalhar no serviço de pintor por algum tempo. Em meio ao trabalho e convivência na comunidade, surgiu um negócio, passando a ser autônomo, quando conseguiu ser dono de uma auto elétrica, oficina de sua propriedade.
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O seu trabalho prosperou e oportunizou outros negócios que levou a uma permuta com uma metalúrgica e nesta realizou importantes serviços aos habitantes de Augusto Pestana.
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Em 1980 surgiu uma oportunidade de transferir-se para Coronel Barros, onde permaneceu trabalhando por dois anos.
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Em 1982, ele e família passaram a residir na cidade de Ijuí, com o objetivo de favorecer o estudo dos filhos, onde conseguiu um emprego na prefeitura, no setor das máquinas, e neste emprego permaneceu durante três anos.
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Comemoração dos 50 anos de casamento em 2009
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Saiu da prefeitura de Ijuí em razão de uma proposta, oferta de um contrato especial do Hospital Bom Pastor, aonde permaneceu em atividades de trabalho durante 19 anos. Saiu desse trabalho para a aposentadoria.
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Valdimiro, proprietário de uma bela casa residencial a Rua Miguel Marques, no Bairro Tomé de Souza, cumpriu sua missão terrena, com a família, até o final, depois partiu.
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Ficou uma bela história de saudades.
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Literatura
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Valdimiro Seidenfuz, em sua caminhada pela literatura, deixou duas obras: Contos e Descontos e Contos que Conto. Ambas as obras são narrativas e relatos de histórias ou estórias, contos e causos do imaginário, mas de vivência cultural, oferecendo ao leitor opções de humor e alegria, visando satirizar comportamentos e valores culturais de época.
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Editado em 2005
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.Editado em 2006
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Ele era um escritor que tinha um olhar próprio, o seu estilo de expressar o mundo, a sua forma de explorar os mais variados temas humanos, através dos causos de cunho regionalista, fazendo parte da arte de escrever como produção literária.
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Seu texto literário é simples e profundo, que reflete uma vivência real colocando o leitor ao encontro de alguma passagem aonde vai se identificar. É uma leitura agradável e leve de fácil entendimento, que mexe com o imaginário do leitor de todas idades.
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Um escritor associado do Círculo dos Escritores de Ijuí que marcou sua presença com seu carinho, com sua alegria, com seu bom humor e sua colaboração com os encargos da entidade.
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Ele deixa sua marca nas páginas de seu livro.
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O Círculo vai sentir a sua ausência nas feiras de livros na Praça da República e eventos culturais.
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. De 2012, final dos tempos.
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Memórias
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Período em que trabalhou no Hospital Bom Pastor – 1992
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Dados bibliográficos:
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- Nelcinda Tabille Seidenfuz, esposa de Valdimiro forneceu as informações e imagens para o documentário.
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Autor da reportagem: - Teobaldo Branco associado do Círculo dos Escritores de Ijuí – Letra Fora da gaveta.
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